28 abril 2010

Primeiros passos para montar um Home Studio

Hoje as possibilidades de realizar produções de áudio em forma profissional ou quase profissional estão muito mais perto do que na década passada. O avanço tecnológico assim como o acesso a tecnologias cresceu consideravelmente e nos permite criar, gravar e veicular facilmente o material produzido.
Mas surgem várias perguntas para quem se sente atraído por este mundo, a primeira e mais importante:
O que é preciso para montar um Home Studio
Para tirar nossas dúvidas tivemos uma conversa muito descontraída e instrutiva sobre o assunto com o argentino Javier Lautaro Cosentino, engenheiro de gravação que, durante a Oficina de Música de Curitiba realizada em janeiro de 2010, lecionou um curso relacionado a Home Studio.
Exemplo de Home Studio
Além das respostas as nossas perguntas, Javier deu dicas que poderão ser conferidas no final deste artigo. Iniciamos a entrevista com uma pergunta desconsiderada por muitos, mas vejamos o que tem para nos dizer uma pessoa que há 25 anos trabalha com áudio profissional.

Preciso ter conhecimentos musicais prévios para montar um Home Studio?
"Vou falar da minha experiência. Eu comecei a trabalhar sem conhecimentos musicais, mas em diversas ocasiões senti falta de preparação ao trabalhar com músicos profissionais. Surgiam termos como compasso, nota, rítmica e o fato de não dominar esse idioma de uma forma atrasava o trabalho. Sem mencionar o desconforto do músico no estúdio. Não é necessário estudar para ser um músico profissional, mas sim para poder complementar nosso trabalho no Home Studio."
É necessário estar familiarizado com o mundo dos computadores?

"É preciso ter um conhecimento básico, entender como funciona o sistema operacional, saber manipular arquivos, configurações, enfim, ser um usuário do computador, seja PC ou Mac. O que não concordo é que seja obrigação ser um profissional da informática, não temos que desviar o nosso trabalho, o objetivo é criar, gravar, mixar e masterizar. Temos que deixar as outras preocupações para quem entende do assunto que com certeza em 15 minutos resolve o problema."
Qual é a sua opinião em relação ao PC e ao Mac?

"Primeiramente eu me centro no trabalho, esse é o objetivo. Já usei Mac e tenho que dizer que uma vez que ligava o sistema e abria o software não me preocupava com mais nada. Não me perguntava sobre configurações de drivers ou compatibilidade, pois tem um sistema estável. Só que é restringido ao que o desenvolvedor permite.
Passei posteriormente a usar PC quando começaram a surgir plugins que me interessavam muito e que não existiam para Mac. Também temos que lembrar que o lado fraco de PC é a falta de estabilidade e compatibilidade das partes do sistema."
Como determino o que realmente necessito adquirir: placas, processadores, placa de som e o hardware do sistema?
"Excelente pergunta. Parar para pensar o que realmente preciso é o primeiro passo profissional que podemos realizar. Hoje a publicidade é muito agressiva e às vezes as pessoas não avaliam se determinado produto é realmente útil para seu objetivo. O profissional do áudio deve saber quais são as características e possibilidades reais do produto que deseja adquirir para não ter surpresas na hora de usá-lo.
Além de economizar dinheiro, estará montando um sistema para um uso específico. Não podemos esquecer que estamos falando de um Home Studio. Não se pretende aqui comprar uma interface de 10 canais de entrada com dois pré-amplificadores se normalmente preciso gravar três microfones. Então antes de escolher se perguntem: o que vou gravar?"
É necessário ter um mixer no Home Studio?

"Acredito que as novas gerações estejam reduzindo muito tudo o que é analógico. O uso do digital, de certa perspectiva, facilita o trabalho em um Home Studio."
Mesa de som
"Agora podemos usar mesas de som virtuais, então se realmente quero ter um mixer deve ser de ótima qualidade se não queremos ter problemas que comprometam a gravação e o resultado final. Outra opção é entrar direto utilizando um excelente pré-amplificador."
Posso substituir o mixer por uma interface no meu sistema?

"É a opção que a tecnologia está dando agora. Eu de certa forma chamo a interface de controlador porque ela controla o programa sequenciador ou multicanal interno. O importante que devemos mencionar em relação à interface é sobre os pré-amplificadores que inclui, devem ser de ótima qualidade, pois com eles poderemos entrar com um microfone para gravação.
Não existem microfones digitais, mas sim o sinal que é convertido a digital. O importante é sempre a qualidade do sinal que entra, disso é que devemos cuidar. E não se esqueçam de ver as características e limitações do dispositivo."
Preciso ter um teclado ou controlador para trabalhar no Home Studio?

Vou responder como engenheiro de gravação em um Home Studio, já que as opiniões dos músicos podem ser variadas. Um controlador deve satisfazer as necessidades de interpretação do músico: quantidade de oitavas, tecla peso piano... Mas o interessante é que possa se comunicar com os programas usados para controlar os timbres e editar alguns parâmetros desde o dispositivo em tempo real.
Um teclado pode ser usado como controlador sempre que tenha possibilidade de usar protocolo MIDI.
Falando de MIDI, cinco ou seis anos atrás teria sido uma preocupação para quem não sabia o que era. Hoje MIDI se usa via USB, simples de usar, automatizado, inclusive alguns programas vem com pré-sets para controladores em que só devemos escolher o dispositivo usado e as configurações se ajustam em segundos.

Isso me parece fantástico, sou músico, quero tocar, gravar mas não tenho tempo nem vontade para lidar com questões como protocolo de comunicação e coisas similares."
Algum outro conselho em relação a hardware?


"Ah sim, use toda a memória RAM que possa adquirir, melhorará muito o desempenho no seu sistema."
O que você poderia dizer sobre microfones?


O que limita este assunto na verdade é o dinheiro, mas não nos afastemos do nosso tema Home Studio. O mínimo indispensável é ter um microfone, pode ser usado para voz ou violão, mas é essencial.
Em microfones temos dois mundos: condensadores e dinâmicos. Se não tenho dinheiro suficiente para comprar um ótimo microfone condensador então o melhor é não comprar.

Microfone
O que resta é usar um microfone dinâmico e aqui tenho que mencionar marcas - eu disse que não iria falar de marcas, mas em microfones não posso fugir.
Para mim o melhor é Shure SM57, outros preferem o SM58. É um microfone muito versátil de excelente qualidade e indispensável em um Home Studio. Um condensador ótimo é o AKG 414, só que o preço é um pouco elevado."
Cabos e conectores, alguma dica?

"Não adianta gastar dinheiro no sistema se os cabos são de baixa qualidade, isso pode jogar todo o meu trabalho pela janela. Então comprem cabos bons e conectores bons; e se esquecerão das conexões por muito tempo. Não terão problemas com clicks, plicks, mm, shh, todos esses ruídos que incomodam qualquer um no estúdio.
Gastar um pouco mais nestes itens no começo é muito melhor que perder tempo procurando resolver um problema de barulho depois."
Que programa ou programas preciso adquirir?

"Esta é uma questão de experiência pessoal, existem vários, vou mencionar alguns: Nuendo, Cubase, Logic, Pro Tools. Qual é o melhor? Cabe a cada um experimentar os programas e ver qual se adapta ao seu trabalho. O importante é que seja um programa multicanal que aceite plugins para edição. Os plugins são programas que se acoplam aos softwares multicanais dando recursos de VSTs, efeitos, compressores e equalizadores, entre outros."
Dicas na hora de montar um Home Studio:

1. Realizar um tratamento acústico:
  • Carpete,
  • Cortinas,
  • Ter cuidado com os espaços surdos;
2. Computador com configuração apropriada e com o máximo de memória RAM possível;

3. Posição dos monitores (ou caixa de som):
  • Na altura dos ouvidos,
  • A separação ou distância entre as caixas e o ouvinte devem formar um triângulo equilátero para ter uma boa imagem estéreo,
  • Manter as caixas afastadas da parede pelo menos 40 cm e elevadas para que a base da caixa fique livre;
4. Placa de som:
  • Que tenha entradas do tipo microfone, linha e instrumento,
  • Ter em conta a quantidade de microfones simultâneos que serão gravados,
  • Ver detalhadamente a descrição do fabricante para não ter decepções futuras;
5. Microfone:
  •  Pelo menos ter um microfone dinâmico, recomendo o Shure SM57;
6. Trabalhe em um ambiente aconchegante, o estado de ânimo reflete no resultado;

7. Se for usar ar condicionado, pesquise um apropriado ao Home Studio;

8. Mantenha-se informado das atualizações dos dispositivos que usa mas não perca o foco do trabalho, o resultado é o importante;

9. Cuide dos seus ouvidos, descanse a cada 30 ou 40 minutos trabalhados e não descuide da higiene;

10. O processo de gravação, mixagem e masterização é uma arte que precisa de tempo e paciência além de conhecimento, assim, se não conseguir realizar certa parte do processo, procure ajuda de um engenheiro de gravação.

Agradecemos a Javier pelo seu tempo e conhecimentos cedidos nesta entrevista e encorajamos aos interessados a pesquisar mais sobre o assunto, em especial sobre configuração de hardware, programas e plugins.
Para conhecer mais sobre a escola de Javier, acesse www.escuelasonica.com.ar.

Fonte: Baixaki

21 abril 2010

Descubra se seu pen drive Kingston é falsificado

Não seja enganado na hora de comprar um pen drive Kingston, fuja dos falsos. Aqui no Audio Downs você verá várias dicas para não ter problemas com a falsificação

Os pen drives são a evolução do disquete. Fáceis de carregar e com alta capacidade de armazenamento, esses aparelhos estão por toda parte. Seus preços vêm caindo há algum tempo,enquanto novos, com capacidade aumentada, são criados na mesma proporção. Junto com essa tecnologia em evolução, um problema que assola hardwares e outros produtos em geral também atingiu os pen drives: a falsificação.
Os pen drives da marca Kingston são os mais vendidos e, consequentemente, são os que mais sofrem com essa falsificação. Por isso, ao comprar um falso, você poderá ter uma série de problemas, como o pen drive não conter a quantidade de armazenamento indicada na embalagem ou então ter seus arquivos corrompidos. Também existe a falsificação em que a carcaça de um Kingston é colocada por cima de um pen drive genérico.
As evidências na hora da compra são perceptíveis apenas quando verificada com atenção a embalagem. Características podem ser observadas na embalagem e no próprio pen drive. Caso você possa comparar, veja que um pen drive falso é mais leve do que o original e não possui a luz verde que indica atividade. Além dessa atenção necessária, há uma série de dicas para seguir ao comprar um pen drive. Confira:
  • Exija a nota fiscal quando comprar um pen drive. Ela é a sua garantia, caso ocorra algum problema;
  • Nunca compre o produto em lugares duvidosos, como camelôs, por exemplo;
  • Apesar das embalagens falsas serem quase perfeitas, as originais são embaladas à vácuo. Fique atento;
  • O pen drive original exibe o nome "Kingston" quando é conectado à USB do computador;
  • O pen drive original da Kingston possui o número de série no conector metálico;
  • Desconfie de preços abaixo do normal, principalmente em pen drives de alta capacidade, como os de 128GB;
A Kingston também disponibiliza um site que permite ao usuário descobrir se o seu pen drive é falsificado ou não. Basta olhar no número de série exibido no conector e digitá-lo.

Fique atento aos detalhes




Embalagem de um Pen drive falso:
Veja que na embalagem falsificada, foi inserido um "8" manualmente na embalagem



O original à esquerda e o falso à direita.

No detalhe a inscrição feita à laser no pendrive original. O falso não possui


18 março 2010

Serviço normalizado !!!

Depois de muito tempo com problemas com o servidor onde hospedava as imagens.

Troquei de hospedagem, atualizei alguns links.

E com o tempo as coisas vão se resolvendo.

Aproveitem, mandem dias, avisem sobre posts com links quebrados... Etc...


Bom, até a próxima pessoal.

10 janeiro 2010

PROBLEMAS COM O SERVIDOR.

Infelizmente o servidor onde hospedava algumas imagens que compoe o Layout do site está com problemas, e justamente o botão DOWNLOAD "SUMIU" Mas ainda sim é possivel fazer o Download, basta passar o mouse na parte de baixo do Post, e como se estivesse realmente em cima do botão de Download, clicando, o download inicia sem problemas, estou trabalhando na resolução do problema, caso não seja possivel estarei trocando de servidor, e onsertaei aos poucos o problema.

Conto com a compreensão de todos.


Dj Lex.

05 janeiro 2010

Pasta em modo Deus no Windows 7 (God Mode)

Utilize o "Modo Deus" para acessar todas as funções do Windows de um só lugar Uma pequena dica para ter uma pasta, e, sem nenhum esforço, conseguir acessar todas as opções do Windows (o chamado "Modo Deus"). Imagine pode mudar o nome do seu PC, restaurar o menu Iniciar, ver a versão do seu Windows e muito mais sem nenhum programa adicional.

Uma pasta em "Modo Deus" ( Tradução ao pé da letra para "God Mod") é capaz de exibir atalhos para quase 250 funções variadas do Windows; algumas delas são bem acessíveis, fáceis de achar, mas outras estão bem escondidas. Com esta dica, você dispensa de vez inúmeros Softwares para restauração, personalização e outras tarefas no sistema. Funciona apenas em Vista e 7.

Veja alguns exemplos:

Pasta em modo Deus no Windows 7Pasta em modo Deus no Windows 7Pasta em modo Deus no Windows 7Pasta em modo Deus no Windows 7
Pasta em modo Deus no Windows 7Pasta em modo Deus no Windows 7Pasta em modo Deus no Windows 7Pasta em modo Deus no Windows 7

Como criar essa pasta

  1. Para começar, você pode nomear o atalho da forma que bem entender. Então, pense em um nome ("Ferramentas do Sistema" ou "Audio Downs", por exemplo);
  2. Crie uma nova pasta (botão direito do mouse em uma área livre no desktop, vá em "Novo">"Pasta" e coloque o nome desejado;

    Pasta em modo Deus no Windows 7

  3. Selecione a pasta, aperte a tecla 'F2' no teclado e adicione ao fim do nome:
    ".{ED7BA470-8E54-465E-825C-99712043E01C}"
    (sem as aspas). O resultado deverá ser como abaixo, "copie e cole":

    audiodowns.blogspot.com.{ED7BA470-8E54-465E-825C-99712043E01C}


    Pasta em modo Deus no Windows 7

Um shot de todos os atalhos disponíveis:



Fonte: dica tirada do site "Superdownloads" www.superdownloads.com.br

17 outubro 2009

VideoPad Video Editor (Atualizado 22/12/2009)

"Um editor de vídeos gratuito, leve, fácil de usar e não tão limitado em recursos."


VideoPad é um editor de vídeos desenvolvido para usuários iniciantes, mas isso não significa que o programa é limitado ou apenas permite produzir vídeos "chinfrim". Mesmo para quem não tem prática e habilidade, não é nenhum mistério reunir seus clipes em um único vídeo, por exemplo, com este editor.

Com uma grande compatibilidade com vários formatos, você importa seus arquivos, corta partes indesejadas, adiciona efeitos, textos, narrações, trilhas sonoras e até mais. Os arquivos que você deseja “operar” podem ser oriundos de DVD, câmera digital ou de uma pasta qualquer.

Para facilitar o trabalho, a interface do VideoPad é dividida em partes bem definidas: na parte de cima ficam o navegador de arquivos e um tocador para você acompanhar o trabalho enquanto edita. No meio ficam as faixas de vídeo, a sequência do vídeo editado e as faixas de áudio.

Junte aquelas filmagens que você tem e produza-as.

Os efeitos incluem transições, cortes e fade. Os primeiros deixam a passagem de uma imagem para outra mais agradável. Já os cortes eliminam partes indesejadas das cenas. Os fades finalizam uma sequência com um toque suave, sem nenhuma interrupção brusca. A duração de cada efeito é definida por você e tudo pode ser pré-visualizado antes de aplicado ao vídeo.

Para deixar as imagens muito bem tratadas, você pode ajustar níveis de brilho, saturação e cor. Também é possível deixar uma imagem em preto e branco, em tom de sépia ou como se fosse um negativo.

O programa é simples, mas tem vários efeitos.

O áudio também pode ser bem tratado. Para começar, é possível inserir até 255 faixas de áudio a um único projeto. Como você vai usar todas elas, ninguém sabe, mas pode! Se você quer inserir narração, nem precisa sair do programa, pois ele tem recurso de gravação. Da mesma maneira, você também pode gravar em outro programa e importar o arquivo. Para mixar diferentes faixas, você pode usar o MixPad Audio File Mixer.

Deixe o áudio bem trabalhado.

O resultado pode ser salvo em diversos formatos, inclusive os utilizados em aparelhos móveis, como celulares, iPod ou PSP. Obviamente que também é possível salvar seu projeto de uma maneira que ele possa ser assistido na televisão, através do seu tocador de DVD.

O VideoPad é compatível com vários formatos. Para editar, você pode importar os seguintes formatos:

Vídeo: AVI, MPEG, WMV, DIVX, MPEG (1, 2 e 4), MP4, MOV, ASF, VOB, OGM, 3GP, H.264 e RM.

Imagem: BMP, GIF, JPG, JIF, JIFF, JPEG, EXIF, PNG, TIF, TIFF, PSD, TGA, PCX, JP2, WMF e ICO.

Áudio: WAV, MP3, MP2, MPGA, M4A, OGG, AVI, MID, FLAC, AAC, WMA, DCT, AU, AIFF, OGG, RAW, MSV, DVF, VOX, CDA, ATRAC, GSM, DSS, SRI, SHN, DSS, MSV e WMV.

Para exportar o resultado, é possível gravar um DVD, CD, Blu-Ray e HD-DVD. Já para criar arquivos únicos, é possível salvar nos seguintes formatos: AVI, WMV, ASF, MPG, 3GP, MP4, MOV, IPOD e PSP.


Autor: NCH Software
Versão: 2.0
Ano: 2009
Tipo: Freeware

Fonte: Baixaki

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11 outubro 2009

Fechar a bandeja de CDs empurrando-a pode estragá-la?

Saiba o que pode acontecer quando você empurra a bandeja da unidade ótica.

Muitos usuários preferem empurrar a bandeja de CDs, porque o gabinete fica num local onde é difícil apertar o botão da unidade ótica. Já outras pessoas empurram a bandeja por simples costume. Contudo, aí fica a pergunta:

“Fechar a bandeja de CDs empurrando-a pode estragá-la?”

Hoje iremos abordar o que pode acontecer quando você prefere empurrar a bandeja de CDs, ao invés de utilizar o botão para fechá-la. Acompanhe nossas explicações para ver os problemas possíveis quando você não utiliza o botão para ejetar os discos.

O problema acontece nas peças mecânicas

Quase todos os componentes dos computadores são construídos apenas com peças eletrônicas. As unidades óticas ainda não se tornaram totalmente eletrônicas, porque as bandejas requisitam peças mecânicas para sua locomoção. Esta dependência da parte mecânica é o que mais gera problemas nas unidades óticas.

Imagem interna de um drive ótico

Os drives de CDs e DVDs possuem mecanismos para que a bandeja seja ejetada e recolhida. Sendo assim, se o usuário resolve fechar a bandeja sem apertar o botão, ele acaba forçando os mecanismos a trabalharem mais rápidos do que o comum. Dependendo da força utilizada, o usuário pode causar danos a estas peças. Dependendo do caso, a unidade pode parar de recolher a bandeja ou de ejetá-la, contudo vale salientar que é raro isto acontecer.

Sendo assim, já temos uma resposta definitiva para nosso artigo:

“Quando alguém lhe disser que ao empurrar a bandeja de CDs você pode estragá-la, tenha certeza de que isto é verdade! Claro que muitos tratam esta questão como um mito, devido à mínima ocorrência de defeitos nas unidades óticas.”

Lembrando que estamos falando de bandejas para PCs! Nos notebooks e netbooks os cuidados são parecidos: para abrir a bandeja aperte o botão ejetar, para fechá-lo você pode empurrá-lo, porém devagar e sem força desproporcional.

Um probleminha em alguns gabinetes

Alguns usuários que estão lendo este artigo podem pensar: se não é recomendável empurrar a bandeja da unidade ótica, então por que meu gabinete não permite que eu aperte o botão do drive para fechá-lo? Ao optar por um visual mais moderno, muitos fabricantes de gabinetes criaram as chamadas “tampas falsas”. Estas tampas permitem que a unidade ótica fique escondida no gabinete, não deixando a marca da unidade de CDs e DVDs aparecer.

Gabinete com tampa falsa

O problema consiste justamente nisso, pois ao utilizar as tampas falsas, os gabinetes começaram a vir com um botão para ejetar as bandejas, porém este botão fica inutilizável para fechar o drive, o que força os usuários a empurrarem-na. A ideia das tampas falsas não foi culpa apenas dos fabricantes de gabinetes, mas também das que montam computadores.

Não há como apertar o botão para fechar a bandeja

Muitas empresas nacionais e internacionais resolveram utilizar gabinetes deste tipo para deixar o visual mais bonito e esconder a marca da unidade ótica. Evidentemente, tanto as fabricantes como as montadoras já sabiam dos possíveis problemas que podem ocorrer quando o usuário empurra a bandeja, porém nenhuma se preocupa com isso, uma vez que são raros os casos de danos no drive de CDs.

Uma solução para todos

Para quem possui um gabinete com tampa falsa — ou que têm preguiça de clicar no botão do drive—, nós iremos dar uma solução definitiva. Estamos falando do programa WinEject, um aplicativo que traz a facilidade de controlar a bandeja de CDs utilizando atalhos do teclado. O programa é bem fácil de usar e você pode realizar o download dele aqui mesmo no blog.

Hoje desmistificamos mais uma questão comum, provando que empurrar a bandeja da unidade ótica pode estragar o mecanismo do drive. Esperamos que tenha gostado de nosso artigo. Ele foi útil para você? Dê sua opinião e confira nosso site semanalmente para mais informações quanto aos mitos e verdades da informática.


Fonte: Baixaki

10 outubro 2009

WinEject (aumente a vida util do seu Drive de CD/DVD)

"Tenha mais controle sobre seus drives fixos e removíveis."

Este pequeno programa abre e fecha seu drive de CD dou DVD, além de remover também discos removíveis.

O WinEject funciona discretamente na barra de sistema (aquela do relógio). Você pode determinar atalhos no teclado para abrir e fechar seus drives.

Se você é daqueles avoados que sempre deixam CDs, DVDs ou disquetes dentro dos drives quando desliga o computador, o WinEject quebra um galho. Assim que você desloga do Windows, o programa ejeta todos os seus drives. Como ele não consegue ejetar disquetes, um aviso é exibido, e assim você não esquece nada dentro do seu computador.

Antes de ejetar discos graváveis, o WinEject limpa a memória cache do seu sistema operacional. Todos os dados são enviados seguramente nos discos.

Alguns drives podem ser travados com este programa. O botão "Eject" será desabilitado, e só o programa pode abri-los nesses casos. Pode ser útil quando você quer proteger seus discos quando seu computador é acessado por outros usuários.

Os comandos padrão (como abrir, fechar, travar e destravar) podem ser executados através de parâmetros de linha de comando. Isto lhe permite utilizar o WinEject em arquivos BAT. Por exemplo, para ejetar um disco automaticamente após um backup efetuado.



Autor: Ingo Heeskens
Versão: 2.0
Ano: 2009
Tipo: Freeware

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Fonte: Baixaki

12 setembro 2009

Free CD Ripper (Atualizado em 28/12/2009)

Free CD Ripper é um ripador de CDs gratuito que é capaz de ripar as faixas favoritas dos seus CDs para os seguintes formatos de áudio: MP3, OGG, WAV. Possui editor de tags MP3 e também é capaz de receber informações de CDDB diretamente para alojar álbum, artista e título da música automaticamente.

O software também pode ripar os CDs de áudio no formato de imagem BIN/CUE para você regravá-los em outro CD. Sua interface é fácil de usar e intuitiva e o software não possui nenhum tipo de spyware ou adware, sendo completamente gratuito!



Autor: Koyote Soft
Versão: 1.9
Ano: 2009
Tipo: Freeware

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18 agosto 2009

História do MP3

Introdução

Segundo os sites de busca, a sigla MP3 (MPEG Audio Layer-3) é um dos assuntos mais pesquisados nestes serviços, perdendo apenas para "sexo". Isso tudo, graças à revolução que o MP3 causou no mundo do entretenimento, principalmente após sua grandiosa fama na internet. Tal revolução simplesmente fez a indústria fonográfica se abalar completamente e travar uma dura resistência contra o formato. Este artigo mostrará um pouco da história do MP3, assim como seu funcionamento, além de dicas de programas para você poder usufruir do MP3, se você já não o faz.


O que é MP3


MP3 é um formato eletrônico que permite ouvir músicas em computadores, com ótima qualidade. Assim como o LP, o K7 e o CD, o MP3 vem se fortalecendo como um popular meio de distribuição de canções. Mas porquê? A questão chave para entender todo o sucesso do MP3 se baseia no fato de que, antes dele ser desenvolvido, uma música no computador era armazenada no formato WAV, que é o formato padrão para arquivo de som em PCs, chegando a ocupar dezenas de megabytes em disco. Na média, um minuto de música corresponde a 10 MB para uma gravação de som de 16 bits estéreo com 44.1 KHz, o que resulta numa grande complicação a distribuição de músicas por computadores, principalmente pela internet. Com o surgimento do MP3 essa história mudou, pois o formato permite armazenar músicas no computador sem ocupar muito espaço e sem tirar a qualidade sonora das canções. Geralmente, 1 minuto de música, corresponde a cerca de 1 MB em MP3.

Sendo assim, não demorou muito para o formato se popularizar e conseqüentemente, deixar as gravadoras preocupadas com seus lucros. O MP3 alcançou um sucesso tão grande que quando as gravadoras se deram conta, o formato já estava presente em milhões de computadores em todo o mundo.

Como surgiu e o funcionamento do MP3

Em 1987, o IIS (Institut Integrierte Schaltungen), na Alemanha, juntamente com a Universidade de Erlangen, começou a trabalhar numa codificação perceptual de áudio para Digital Audio Broadcasting (Transmissão Digital de Áudio). Todo o trabalho resultou num algoritmo de compressão de áudio chamado MPEG Audio Layer-3, que tempos depois ficou conhecido como MP3.

Um dos objetivos da criação deste formato era conseguir reproduzir som com qualidade de CD com uma taxa de compressão razoável. Para gravar um CD, a taxa de gravação (bit rate) é de cerca de 1,4 Megabit por segundo. Em MPEG Audio Layer 1 e 2 (MP1 e MP2), as taxas são de 348 KB/s e 256-192 KB/s respectivamente. O MP3 conseguiu abaixar essa taxa para 128 e 112 KB/s. E mesmo com essa taxa mais baixa, a qualidade sonora foi mantida quase que totalmente. Isto foi possível graças às técnicas de codificação perceptual, que não é uma simples compressão de dados, mas sim, um método que consiste em somente utilizar as freqüências sonoras que são captadas pelo ouvido humano. Uma vez que um padrão de freqüência tenha sido definido para a audição humana, as demais freqüências (que não são captadas pelo homem) podem ser descartadas, já que não há razão para gastar espaço ao armazenar esses dados.

Neste ponto você deve ter percebido que as músicas originais (tanto em CD como nas gravadoras) são diferentes das canções convertidas para o formato MP3, já que trazem "excesso de informação". Falando de grosso modo, o que o MP3 faz é simplesmente "aparar" as músicas, deixando só o que é útil.

MP3 × Gravadoras

Com toda essa sofisticação e com toda a acessibilidade proporcionada pela internet, nada mais natural que o MP3 fizesse um grande sucesso, principalmente após o lançamento de softwares que funcionam como "tocadores" de MP3, como o pioneiro Winamp. Mas, até aí, nada havia sido feito pelas gravadoras, até que a empresa Diamond Multimidia lançou um aparelho (MP3Player) que permitia ao usuário ouvir seus MP3s onde quisesse, como num walkman: tratava-se do Rio. O aparelho despertou a fúrias das gravadoras que logo entrou com processos contra a companhia, sob a alegação de pirataria. Mas após muitas apelações (e uma quantia de dinheiro), a Justiça determinou que o Rio não era um aparelho de gravação digital de áudio, mas apenas um meio de execução de MP3. Após isso, o mercado viu (e vê) o lançamento de vários aparelhos compatíveis com essa tecnologia.

A Era Napster

O americano Shawn Fanning, desenvolveu um software que permitia aos internautas compartilharem MP3 pela internet: o Napster. O programa tornou muito fácil a tarefa de encontrar e baixar MP3 pela rede, pois possibilitou a formação de um enorme acervo de música digital. Isso porque o Napster usava um método totalmente diferente. Não armazenava nada em seus servidores, apenas um índice, que era necessário para a busca de canções. Uma vez que alguém tenha encontrado a música desejada, o download passava a ser feito a partir dos computadores de usuários do serviço que tenham a música armazenada em seu PC. Ou seja, cada computador cadastrado no serviço era ao mesmo tempo cliente e servidor.

Como o Napster proporcionou uma facilidade enorme para encontrar MP3, o serviço logo virou uma verdadeira "febre". A Indústria Fonográfica começou então, uma série de disputas judiciais contra o Napster. Inclusive a banda Metallica, com ações lideradas pelo baterista do grupo, Lars Ulrich, entrou com processos contra o serviço, assim como o cantor de rap Dr. Dre. Após muitas batalhas as gravadoras acabaram vencendo o Napster, que teve que tirar de seu índice todas as canções protegidas por direitos autorais (ou seja, quase todas as músicas), o que praticamente, tirou o serviço de funcionamento.

Mesmo com o Napster fora de jogo, outros sucessores apareceram e permitiram que a troca de músicas entre internautas continuasse.

Programas

Há vários programas bons para executar MP3, tanto para gravar, ouvir, ou fazer seu álbum no computador. Um dos mais usados, é o Winamp, que possui versões gratuitas e pode ser baixado em www.winamp.com. O programa é compatível com vários formatos e tem vários recursos. Um deles é a possibilidade de colocar skins ou peles (efeitos visuais no programa), que podem ser baixado em vários sites. O programa é leve e bastante intuitivo. Possui um gerenciador de listas de MP3 muito prático e que facilita a organização e a execução de faixas.

Para os usuários do sistema operacional Linux, existe um programa muito semelhante ao Winamp (inclusive nos recursos) que acompanha várias distribuições: trata-se do XMMS, cujo site é www.xmms.org.

Outros programas como os players de vídeo Windows Media Player (em versões atuais), o Real Player e o Quick Time, também executam MP3.

Gravação de MP3

O método de gravação de MP3 mais usado é o que consiste em colocar um CD de música no computador e, através de um programa ripper, como o proprio Media Player da Microsoft converter as faixas do CD para arquivos MP3. Geralmente isso é feito da seguinte forma: o programa passa os dados digitais da canção no formato CD-DA (o formato do CD) e os armazenam num diretório temporário. Depois, esses dados são convertidos para o formato WAV e, em seguida, são comprimidos em MP3.

A qualidade sonora resultante depende do software usado, do hardware da máquina e da configuração escolhida. Pela taxa padrão de gravação de MP3 (128 Kbits por segundo), cada minuto de música corresponde à cerca de 1 MB em disco. Mas essa taxa pode ser alterada, conforme a disponibilidade de recursos dos softwares de gravação (ripper). Por exemplo, você pode aumentar essa taxa para 192 Kbits por segundo, o que aumenta a qualidade sonora, mas conseqüentemente, ocupa mais espaço.

 
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